Mulheres são maioria em cursos livres

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A constatação é de um levantamento feito no banco de dados da F10 Software, empresa especializada em gestão e performance operacional para instituições de ensino e que gerencia a vida escolar de aproximadamente 270 mil alunos

As mulheres são a maioria dentre aquelas pessoas que buscam uma melhor formação por meio dos cursos livres no Brasil. A constatação é de um levantamento feito no banco de dados da F10 Software, edtech especializada em gestão e performance operacional para instituição de ensino. Atualmente, a empresa está presente em 22 estados, mais o Distrito Federal, e gerencia a vida escolar de aproximadamente 270 mil alunos em mais de 500 instituições parceiras, sendo que 55% são mulheres. “Um curso livre é um curso de menor duração, geralmente focado em um aprendizado pontual para adquirir qualificação profissional ou pessoal em alguma área específica”, explica o CEO da F10, Marcos Pegoraro.


Os números revelam um cenário de protagonismo feminino na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher (8/3). O banco de dados aponta que as mulheres lideram a procura pelos cursos livres nas seguintes áreas: assistente administrativo, atendente de farmácia, informática, cuidadora, gestão administrativa, inglês e ainda administração e negócios. “A presença feminina nos cursos livres é ainda mais significativa se avaliarmos o crescimento na procura no último ano. O curso de assistente administrativo, por exemplo, lidera o ranking com um aumento de quase 300% no número de matrículas nos últimos 12 meses”, analisa Pegoraro.


O levantamento revela uma tendência já constatada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pesquisa que trata de mulheres brasileiras na educação e no trabalho apontou que elas têm conquistado mais espaço no sistema de aprendizagem. Segundo o IBGE, existe uma tendência geral de aumento da escolaridade das mulheres em relação aos homens. O estudo foi realizado em 2019 e apontou que entre os homens com 25 anos ou mais de idade, 15,1% têm ensino superior completo. Por outro lado, entre as mulheres com 25 anos ou mais, 19,4% completaram o ensino superior no Brasil. A pesquisa, nomeada “Mulheres brasileiras na educação e no trabalho” teve o objetivo de aprofundar as reflexões sobre o papel atual e esperado das mulheres na sociedade, as desigualdades persistentes entre homens e mulheres, o exercício de direitos e a equalização de oportunidades.


O estudo do IBGE mostra que as mulheres seguem dedicando relativamente mais tempo aos afazeres domésticos e cuidado de pessoas. Segundo os dados, os homens dedicaram em média 11 horas semanais aos cuidados de pessoas e/ou afazeres domésticos, enquanto o tempo dedicado pelas mulheres a estas tarefas foi de cerca de 21 horas e meia por semana. “Isso mostra que as mulheres ainda precisam conciliar trabalho com os afazeres domésticos, o que torna os cursos livres mais acessíveis à rotina feminina”, analisa o CEO. De acordo com Pegoraro, além do curso de assistente administrativo, dois cursos das instituições parceiras da F10 Software ganharam destaque no último ano e revelam as preferências femininas. Atendente de farmácia (+97,53%) e informática (+93,44%) tiveram um crescimento de quase 100% no número de matrículas de mulheres.

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