Crochê ganha nova era

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Tendência das passarelas e do street style, o artesanal retorna com força para o verão e o outono, unindo tradição brasileira e vendas digitais

O crochê, símbolo da moda boho nos anos 70 e 80, está oficialmente de volta ao protagonismo. Reinterpretado por grandes marcas internacionais e impulsionado por um consumidor que valoriza peças autorais e sustentáveis, o feito à mão deixou de ser nostálgico para se tornar contemporâneo. A empresária Julia Hoffmann, da Ybirá, marca especializada em crochê sob medida e peças prontas vendidas pela internet para todo o Brasil e exterior, acompanha esse movimento e vê a procura crescer a cada nova estação.

A moda é cíclica, mas nunca retorna da mesma forma. Em 2026, o crochê aparece com modelagens mais sofisticadas, pontos abertos e rendados, transparências estratégicas, conjuntos monocromáticos e peças oversized. No verão, predominam tons naturais como areia, terracota, caramelo e verde oliva, além de cores suaves como lavanda, azul claro e amarelo manteiga. Já na transição para o outono, ganham força o marrom chocolate, o vinho fechado e o verde musgo, trazendo elegância sem perder a leveza.
O movimento acompanha uma tendência maior do mercado. O setor de moda no Brasil movimenta mais de R$ 200 bilhões por ano, segundo dados da Abit, e o segmento artesanal cresce impulsionado pelo consumo consciente e pela busca por exclusividade. O cliente atual quer identidade, não apenas tendência. Quer história, processo e significado.

Para Julia, o crochê vive um momento estratégico. “O crochê deixou de ser apenas lembrança afetiva e virou peça de desejo. Hoje ele está nas passarelas internacionais, na moda praia, no casual chic e até em produções mais sofisticadas. É uma valorização do feito à mão, da originalidade e da autenticidade”, afirma.

Outro fator que impulsiona o setor é a digitalização. A venda pelo Instagram e por plataformas online facilita o acesso e amplia fronteiras. A Ybirá atende clientes dentro e fora do Brasil, unindo tradição artesanal à tecnologia. “Nós temos uma base muito forte de crocheteiras no Brasil, com técnica e acabamento de altíssimo nível. Muitos clientes do exterior procuram o trabalho brasileiro porque encontram qualidade e personalidade que nem sempre existe lá fora”, destaca Julia.

O crochê também conversa diretamente com o momento cultural. Em um cenário de produção em massa e fast fashion, o artesanal surge como contraponto. Cada peça carrega tempo, dedicação e identidade. “Quando alguém veste crochê, veste uma história. E isso não sai de moda”, reforça.

Com peças sob medida e coleções prontas que acompanham as cores e formas das novas estações, a Ybirá aposta na união entre raiz e inovação. A marca transforma uma arte tradicional brasileira em produto global, mostrando que moda, quando tem essência, sempre encontra caminho para se reinventar.

Serviço: Ybirá
Loja de Crochê
Julia Hoffmann
Empresária
@_ybira

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