Mudanças de temperatura exigem atenção com a amigdalite

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Doença comumente confundida com a faringite requer cuidados especiais para evitar complicações

A primavera é uma estação marcada pela grande variação de temperatura durante os dias. Um dos impactos dessa volatilidade é a maior incidência de doenças respiratórias, entre elas, a amigdalite. A oscilação de temperatura ocasiona uma queda na imunidade, uma vez que a energia é gasta para manter a temperatura corporal constante. Assim, a população fica mais suscetível a infecções.

Em 2023, a primavera ainda está sob influência do fenômeno meteorológico El Niño, que deve provocar, segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a ocorrência de temperaturas altas alternadas com fortes chuvas, rajadas de vento e granizo no estado. Essas condições favorecem ainda mais a ocorrência de doenças respiratórias.

Por isso, as medidas de prevenção são essenciais. A adoção de hábitos saudáveis aliados a cuidados simples de higiene é fundamental para evitar a contaminação. “Para prevenir, é importante prestar atenção nas precauções de contato como, por exemplo, manter os ambientes ventilados, lavar as mãos e fazer o uso de máscaras. Além disso, hábitos como comer bem, dormir bem, praticar esportes e manter a rinite equilibrada também ajudam na prevenção”, detalha Fabiano de Trotta, otorrinolaringologista do Hospital IPO.

Em caso de surgimento de sintomas, a atenção deve ser redobrada já que, muitas vezes, o quadro apresenta sintomas parecidos com os de faringite, como dor e irritação na garganta, algumas vezes acompanhados de tosse seca e rouquidão. Já a febre, dores nas laterais do pescoço, ocorrência de pus e dificuldade para engolir, são sinais claros de infecção nas amígdalas, que podem ter como causadores agentes virais ou bacterianos.

“A amigdalite viral é mais frequente em crianças do que em adultos. É difícil diferenciar um quadro do outro, porque muitos dos sintomas são iguais. Porém, a amigdalite bacteriana tende a formar mais placas purulentas, fazer febre mais alta e ter piora progressiva ao longo dos dias”, prossegue de Trotta.

Estudo da Editora StatPearls, dos Estados Unidos, apontou que a faixa de idade que mais é acometida pela doença é entre 5 e 15 anos, com 15% a 30% dos casos de amigdalite sendo nessa faixa etária. No entanto, adultos que têm doenças crônicas e hábitos como o tabagismo e o alcoolismo também são mais suscetíveis a essas infecções.

Independentemente da idade, as amígdalas são partes fundamentais na proteção do corpo contra diversas doenças. Sem o tratamento adequado, quadros de amigdalites virais e bacterianas podem evoluir e causar complicações. Por isso, a prevenção é essencial durante períodos de alta amplitude térmica, assim como o atendimento médico especializado para garantir o diagnóstico correto.

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