Chegada do Carnaval pode ampliar a ocorrência de doenças bucais

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Período marcado por festas e aglomerações requer atenção dos foliões com sintomas de infecções sexualmente transmissíveis e outros quadros

Com a chegada do mês de fevereiro, pessoas em todo o Brasil se preparam para o Carnaval. Uma das principais festas populares mundiais também é marcada pela maior ocorrência de beijos entre os foliões. Por isso, alguns cuidados são essenciais para evitar os sintomas e a disseminação de doenças bucais e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Entre as principais doenças que podem entrar no vocabulário dos foliões estão a gengivoestomatite herpética, a mononucleose infecciosa, a herpangina, a sífilis e o papiloma vírus. De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2011 e 2021, somente os casos de sífilis aumentaram 800% no Brasil. Já na faixa de idade entre 15 e 19 anos, o crescimento foi de 1.109% no mesmo período.

De fácil contaminação e alta propagação, os quadros podem ser diagnosticados de acordo com os sintomas combinados. Confira abaixo as principais características de cada caso, segundo o otorrinolaringologista do Hospital IPO, Luis Francisco Duda:

● Gengivoestomatite herpética: a doença se caracteriza pelo início de vesículas que evoluem para úlceras pequenas, múltiplas e dolorosas em lábio, língua e gengiva;
● Mononucleose infecciosa: caracterizada pela febre, dor de garganta e aumento de gânglios do pescoço essa doença é conhecida popularmente como doença do beijo;
● Herpangina: é uma doença viral com múltiplas úlceras dolorosas em orofaringe com aumento de gânglios no pescoço;
● Sífilis: é altamente infecciosa e é dividida em dois gêneros; a primária, caracterizada pela úlcera indolor em língua, lábios com aumento de gânglios no pescoço; e a secundária, que apresenta placas brancas indolores geralmente em palato mole e língua;
● Papiloma vírus: é caracterizado por lesão verrugosa branca ou rosada, geralmente em palato mole;
● Outras doenças que também podem ser transmitidas pelo beijo são: gripe, Covid-19, caxumba, varicela e gonorreia.

“A recomendação é que se procure atendimento médico para que, através de exames complementares, possa se iniciar o tratamento o mais precocemente possível, porque algumas dessas doenças são de evolução progressiva e com sequelas irreversíveis”, complementa Duda.

Outra recomendação importante é a atenção à carteira de vacinação. A maior parte das doenças que podem ser transmitidas pelo beijo têm como uma das principais formas de prevenção as vacinas disponibilizadas no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada.

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