Conselho de Administração promove encontro de Fiscalização e Registro

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Curitiba recebe o 2º EREF SUL com palestras e debates sobre registro e fiscalização e execução fiscal, para trocas de experiências, com o objetivo de valorizar os profissionais de Administração

O Conselho Regional de Administração do Paraná (CRA-PR) realizou, em parceria com os CRAs de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, o 2º Encontro Regional de Fiscalização da Região Sul – 2º EREF-SUL. O evento aconteceu nos dias 26 e 27 de julho, em formato híbrido, on-line e presencial, abordando temas técnicos das áreas de fiscalização, registro, cobrança e área jurídica, com foco nos fiscais, servidores, coordenadores e diretores, além da participação de presidentes e demais colaboradores da área de fiscalização, registro e jurídica.

De acordo com a diretora de Fiscalização Admª. Márcia Telles Neller, o objetivo foi delinear estratégias comuns visando a qualificação dos processos, por meio da troca de experiências e informações entre os representantes dos Conselhos Regionais. “Durante esses dois dias teremos um leque de programação para capacitação que vai do registro, passando pela fiscalização até a dívida ativa”, disse, durante a abertura do evento. De acordo com a diretora, o 2º EREF-Sul registrou as ações debatidas no evento para encaminhar ao CFA. “Essas informações são passadas por meio de uma carta proposta ao Conselho Federal, que é responsável por criar as políticas e estratégias que serão implementadas”.

Mais que troca de experiências, integração
O EREF-SUL teve como lema a Integração. Graças ao sistema híbrido adotado, funcionários e membros do Sistema de todo o país tiveram a oportunidade de compartilhar informações dos setores de Fiscalização, Registro, Dívida Ativa e Jurídico. “É muito importante essa troca de informações, mas mais importante é a integração. Pois, quando os setores e hierarquias se segmentam, trabalham sozinhos e o resultado não é efetivo. É muito importante entender que o trabalho de um setor faz parte da cadeia desde lá no início e todos dependem um do outro. Não é só fiscalizar, é planejar, é integrar e é isso que a gente está fazendo aqui”, afirma a diretora de Fiscalização.

Intercâmbio de conhecimentos e práticas
O presidente do CRA-PR, Marcello Padula, explicou que o sistema CFA/CRAs é uma autarquia de registro, regulamentação e fiscalização dessa regulamentação que o próprio sistema cria, a partir da Lei 4769/65. Essa é, segundo ele, a razão do sistema existir e eventos como o EREF-SUL são muito importantes, perdendo em importância apenas para encontro nacional (ENAF). O 2º EREF está recebendo representantes de outros regionais, para troca de experiências e benchmarking. Estão sendo apresentadas seis palestras divididas em três blocos, registro, fiscalização e jurídico, onde cada bloco foi organizado por um regional”.

O Presidente Padula enfatizou a importância do registro profissional, que dá segurança à sociedade, ao profissional de administração e ao empresário, e comemorou o sucesso do evento. “A maior importância do 2º EREF é justamente a troca de ideias, a troca de experiências, as boas ações dos demais regionais que participaram, assim como as experiências que não deram certo. A troca de experiências foi extremamente rica e vai trazer muitos resultados para a sociedade e para o sistema”.

Consciência profissional é questão central
O Adm. Sérgio José Rauber, do Rio Grande do Sul, é diretor da Câmara de Fiscalização e Registro do CFA e declarou que a questão da consciência profissional é central no debate que envolve registro e fiscalização. “Quando o empresário, o empregador, contrata um profissional registrado está se preservando. Qual é a garantia que ele tem quando contrata um bacharel ou mesmo outro profissional para fazer o trabalho do administrador? No dia em que ele tiver um problema, a quem ele vai recorrer? Mas, se o profissional estiver registrado, ele vai denunciá-lo ao Conselho e será aberto um processo ético”.

Defender o profissional e a profissão
Flávio Abreu é presidente do CRA-RS e enfatizou a importância de a sociedade e dos profissionais compreenderem que os conselhos são autarquias federais e têm como finalidade fiscalizar o profissional. “É defender o profissional e a profissão do administrador. Quando há um desvio ético, é encaminhado para a Comissão de Ética. Quando alguém não se registra, está atuando profissionalmente na ilegalidade. O Conselho Profissional não é um clube, nem uma associação, mas, mesmo não tendo essa finalidade, oferece benefícios e parcerias para que o profissional registrado tenha vantagens para se capacitar e ter qualidade de vida”, explicou.

Conselho defende a profissão e a sociedade
Djalma Henrique Hack, presidente do CRA-SC, falou sobre os problemas relacionados a como é compreendida a fiscalização e também se disse satisfeito com a integração que o EREF-SUL proporcionou. “Os três estados do Sul têm características fiscais e jurídicas muito comuns que podem ser compartilhadas com todo o país. Essa troca de informações, essa conversa ativa, leva à integração, à melhoria dos procedimentos”. Além disso, explicou que é fundamental que o registrado se sinta acolhido e que aquele que ainda não é registrado procure o CRA. “Não por obrigação, mas pelo valor da sua profissão. Nestes três anos da minha gestão, a sociedade não olha para o Conselho apenas como fiscalizador, mas como um órgão que defende a profissão e a sociedade. Nós estamos em defesa da sociedade do mau administrador”, concluiu.

Proposta de criação de um banco de jurisprudências
A Dra. Gláucia Megi, procuradora do CRA-PR, explicou que o EREF é um encontro muito importante no Sistema, pois unifica os setores. “O objetivo é integrar as formas de visão de todos os processos que acontecem nesses setores dentro de todo o sistema no Brasil. O que o Jurídico trouxe aqui foi a importância de cuidarmos das ações judiciais que estão tramitando aqui no Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF-4), porque essas decisões servem como parâmetro de jurisprudência para todo o Brasil e reverberam nos outros regionais”. Por conta disso, ela defendeu a criação de um banco de jurisprudências que atenda a todos os jurídicos de todas os regionais para a unificação desses pareceres referenciais e uma única visão e no mesmo sentido. “Um sistema integrado com a finalidade de conscientizar o profissional a estar habilitado e fazer o controle social, que esse é o nosso maior objetivo é a finalidade, pois o Conselho serve para fazer esse controle”.

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