{"id":5560,"date":"2026-03-18T19:38:57","date_gmt":"2026-03-18T22:38:57","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=5560"},"modified":"2026-03-18T19:38:58","modified_gmt":"2026-03-18T22:38:58","slug":"futuro-da-bariatrica-biparticao-intestinal-avanca-no-tratamento-de-obesidade-grave-e-diabetes-tipo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=5560","title":{"rendered":"Futuro da bari\u00e1trica: biparti\u00e7\u00e3o intestinal avan\u00e7a no tratamento de obesidade grave e diabetes tipo 2"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\"><em>Enquanto as canetas emagrecedoras ganham espa\u00e7o no pa\u00eds, t\u00e9cnica cir\u00fargica estimula horm\u00f4nios semelhantes e \u00e9 indicada para quadros graves e de dif\u00edcil controle metab\u00f3lico<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cerca de um quarto da popula\u00e7\u00e3o adulta brasileira j\u00e1 vive com obesidade, e mais da metade est\u00e1 acima do peso. O cen\u00e1rio ajuda a explicar a crescente procura por medicamentos injet\u00e1veis para emagrecimento, como a semaglutida e a liraglutida, princ\u00edpios ativos originalmente indicados para o tratamento do diabetes tipo 2 e que passaram a ser utilizados tamb\u00e9m no manejo da obesidade.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>As popularmente chamadas canetas emagrecedoras despertam a aten\u00e7\u00e3o pela sua a\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e quase sem esfor\u00e7o na perda de peso por meio da a\u00e7\u00e3o hormonal no organismo, com a regula\u00e7\u00e3o da saciedade e metabolismo. Mas, em casos mais graves de obesidade e diabetes, os pacientes precisam recorrer a outro tipo de tratamento, como cirurgia de biparti\u00e7\u00e3o intestinal, que tem efeito semelhante ao da medica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o m\u00e9dico Pedro Henrique Caron, cirurgi\u00e3o do aparelho digestivo e nutr\u00f3logo do HAC, trata-se de uma t\u00e9cnica de cirurgia bari\u00e1trica e metab\u00f3lica, que promove um desvio intestinal e aumenta a libera\u00e7\u00e3o de horm\u00f4nios. \u201c\u00c9 um procedimento que tem foco metab\u00f3lico, especialmente no controle do diabetes tipo 2 e n\u00e3o apenas na perda de peso\u201d, destaca o m\u00e9dico do Hospital Angelina Caron (HAC). \u201cA cirurgia pode, at\u00e9 mesmo, ser associada ao uso das chamadas canetas, conforme decis\u00e3o m\u00e9dica\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Como funciona<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O especialista explica que existem tr\u00eas tipos do procedimento desenvolvido pelo cirurgi\u00e3o Nilton Kawahara, que j\u00e1 promoveu tratamentos junto \u00e0 equipe do HAC. S\u00e3o elas: a biparti\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica, que envolve a realiza\u00e7\u00e3o de uma retirada de cerca de 80% do est\u00f4mago, com comunica\u00e7\u00e3o direta entre est\u00f4mago e \u00edleo, mantendo tamb\u00e9m o trajeto natural do alimento; a duodenal, semelhante \u00e0 anterior, mas com a conex\u00e3o feita no duodeno; e a jejunal, desenvolvida em 2025, que realiza duas conex\u00f5es no intestino, promovendo dupla estimula\u00e7\u00e3o ileal, sem comunica\u00e7\u00e3o direta com est\u00f4mago ou duodeno.<\/p>\n\n\n\n<p>Caron refor\u00e7a que a biparti\u00e7\u00e3o jejunal reduz riscos de estenose e complica\u00e7\u00f5es g\u00e1stricas, al\u00e9m de diminuir a probabilidade de defici\u00eancias de vitaminas e minerais. \u201c\u00c9 uma excelente alternativa para o paciente que busca melhora importante do diabetes, mas tem receio de defici\u00eancias nutricionais\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Para quem \u00e9 indicada<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A cirurgia \u00e9 indicada principalmente para pacientes com diabetes tipo 2 de dif\u00edcil controle, inclusive insulinodependentes, pessoas com complica\u00e7\u00f5es associadas ao diabetes, como retinopatia, insufici\u00eancia renal ou problemas vasculares, casos de superobesidade (IMC acima de 50) e pacientes que j\u00e1 realizaram outras cirurgias bari\u00e1tricas e apresentaram reganho de peso ou persist\u00eancia do diabetes (cirurgias revisionais).<\/p>\n\n\n\n<p>Mais do que um procedimento para emagrecimento, o foco \u00e9 metab\u00f3lico. \u201cA grande maioria dos pacientes que busca a biparti\u00e7\u00e3o est\u00e1 procurando melhora metab\u00f3lica. \u00c9 aquele paciente que j\u00e1 est\u00e1 cansado de usar muita medica\u00e7\u00e3o e de n\u00e3o conseguir controlar o a\u00e7\u00facar no sangue\u201d, afirma o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Procedimento exige equipe experiente<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por se tratar de uma t\u00e9cnica mais complexa, com tempo cir\u00fargico que pode chegar a tr\u00eas horas, a biparti\u00e7\u00e3o intestinal exige experi\u00eancia avan\u00e7ada em cirurgia bari\u00e1trica e no manejo cl\u00ednico do diabetes. \u201cEla exige grande experi\u00eancia, tanto t\u00e9cnica quanto no acompanhamento metab\u00f3lico do paciente\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>O procedimento \u00e9 preferencialmente realizado por cirurgia rob\u00f3tica, tecnologia que contribui para maior precis\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o mais confort\u00e1vel. O Hospital Angelina Caron \u00e9 refer\u00eancia em cirurgia rob\u00f3tica no Paran\u00e1 e integra protocolo de estudo multic\u00eantrico para avalia\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica mais recente de biparti\u00e7\u00e3o jejunal.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Caron, o futuro do tratamento da obesidade passa pela integra\u00e7\u00e3o entre terapias medicamentosas e cir\u00fargicas. \u201cEu acredito que a metab\u00f3lica \u00e9 o futuro da bari\u00e1trica. Cada vez mais vamos buscar t\u00e9cnicas que tratem o diabetes tipo 2 de forma mais eficaz, com seguran\u00e7a e individualiza\u00e7\u00e3o\u201d, conclui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto as canetas emagrecedoras ganham espa\u00e7o no pa\u00eds, t\u00e9cnica cir\u00fargica estimula horm\u00f4nios semelhantes e \u00e9 indicada para quadros graves e de dif\u00edcil controle metab\u00f3lico Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, cerca de um quarto da popula\u00e7\u00e3o adulta brasileira j\u00e1 vive com obesidade, e mais da metade est\u00e1 acima do peso. 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