{"id":4622,"date":"2025-07-08T13:46:24","date_gmt":"2025-07-08T16:46:24","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=4622"},"modified":"2025-07-08T13:46:44","modified_gmt":"2025-07-08T16:46:44","slug":"cadeados-mentais-aprofunda-o-drama-da-saude-mental-nas-prisoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=4622","title":{"rendered":"Cadeados mentais&#8221; aprofunda o drama da sa\u00fade mental nas pris\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">Livro de policial penal Fabiana Polli traz hist\u00f3rias marcantes e aprisionamento da mente dos que trabalham no sistema<\/p>\n\n\n\n<p>Uma obra que se aprofunda nas complexidades do sistema prisional, n\u00e3o apenas sob a \u00f3tica f\u00edsica das celas, mas, principalmente, das &#8220;pris\u00f5es&#8221; que se instalam na mente de quem vive e trabalha no sistema prisional. Essa \u00e9 a proposta do livro \u201cCadeados mentais: a pris\u00e3o nossa de cada dia&#8221;, da policial penal Fabiana Polli, que ser\u00e1 lan\u00e7ado pela Art\u00eara editorial, selo da editora Appris, no dia 11 de julho, \u00e0s 19h, na Livraria da Vila, no shopping P\u00e1tio Batel, em Curitiba.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"728\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/diarioparanaense.com\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-07-08-as-13.41.09_d5176be8-1-728x1024.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4625\" style=\"width:368px;height:auto\" srcset=\"https:\/\/diarioparanaense.com\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-07-08-as-13.41.09_d5176be8-1-728x1024.jpg 728w, https:\/\/diarioparanaense.com\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-07-08-as-13.41.09_d5176be8-1-213x300.jpg 213w, https:\/\/diarioparanaense.com\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-07-08-as-13.41.09_d5176be8-1-768x1080.jpg 768w, https:\/\/diarioparanaense.com\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-07-08-as-13.41.09_d5176be8-1-696x979.jpg 696w, https:\/\/diarioparanaense.com\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-07-08-as-13.41.09_d5176be8-1-299x420.jpg 299w, https:\/\/diarioparanaense.com\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/Imagem-do-WhatsApp-de-2025-07-08-as-13.41.09_d5176be8-1.jpg 800w\" sizes=\"auto, (max-width: 728px) 100vw, 728px\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<p>Com 17 anos de experi\u00eancia no sistema penitenci\u00e1rio do Paran\u00e1, a autora mescla hist\u00f3rias reais e ficcionais para contar a rotina de viver a constante sensa\u00e7\u00e3o da met\u00e1fora \u201cpanela de press\u00e3o&#8221;. No sistema penal ela est\u00e1 sempre ligada e ilustra a tens\u00e3o e as explos\u00f5es inesperadas. &#8220;Na cadeia, a panela de press\u00e3o est\u00e1 na maioria das vezes em fogo baixo. Voc\u00ea quase nem escuta o barulho, mas eventualmente ela come\u00e7a a ferver rapidamente. E, quando se percebe, \u00e9 tarde demais, e voc\u00ea s\u00f3 escuta a explos\u00e3o&#8221;, descreve a autora. As rebeli\u00f5es s\u00e3o citadas como as crises mais marcantes vivenciadas no sistema penitenci\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Cadeados Mentais\u201d mostra a prisioniza\u00e7\u00e3o com a rotina do trabalho e seus impactos entre profissionais do sistema penitenci\u00e1rio. A autora explica que \u00e9 inerente a eles e molda suas a\u00e7\u00f5es de forma muitas vezes impercept\u00edvel. &#8220;Nossa mente, muitas vezes, fica associada ao trabalho, ao que aconteceu e ao que acontecer\u00e1. Literalmente, nos sentimos presos em nossos pensamentos e, n\u00e3o raras vezes, o medo nos consome, dentro e fora da pris\u00e3o&#8221;, conta. O livro traz epis\u00f3dios contados pelos \u201cantig\u00f5es\u201d (agente mais antigos) que s\u00e3o reflexos desses \u201ccadeados mentais\u201d. S\u00e3o casos como de um detento que se enforcou em \u00e1rvore e outro que foi \u201cestocado\u201d (nome atribu\u00eddo a uma arma improvisada) em dia de Natal mais de 30 vezes e fuga de pris\u00e3o de seguran\u00e7a m\u00e1xima de dois presos, com detalhe que um deles, o \u201cPoca Vista\u201d, era deficiente visual. O livro aborda tamb\u00e9m temas como a fragilidade dos direitos humanos na pris\u00e3o e apresenta sugest\u00f5es para profissionais buscarem ajuda e tentar romper com os \u201ccadeados mentais\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com passagens como vice-diretora de penitenci\u00e1ria, a autora enfatiza a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas que priorizem a seguran\u00e7a e o tratamento penal, al\u00e9m da detec\u00e7\u00e3o do perfil da pessoa privada de liberdade. Fabiana defende a cria\u00e7\u00e3o de uma cultura de direitos humanos que seja ampla, incluindo a prote\u00e7\u00e3o de quem cuida e a participa\u00e7\u00e3o dos servidores na elabora\u00e7\u00e3o de normativas e pol\u00edticas p\u00fablicas. &#8220;Quem l\u00e1 se encontra diariamente n\u00e3o pode ficar de fora dessas discuss\u00f5es. Fazer parte \u00e9 o primeiro passo para compreens\u00e3o e posterior implementa\u00e7\u00e3o de uma pr\u00e1tica eficaz e duradoura, indistintamente&#8221;, pontua Fabiana, que \u00e9 instrutora da Escola de Forma\u00e7\u00e3o e Aperfei\u00e7oamento Penitenci\u00e1rio h\u00e1 mais de dez anos, sendo uma das primeiras policiais penais a ministrar a disciplina de Direitos Humanos na institui\u00e7\u00e3o. Atualmente atua no setor de seguran\u00e7a do Departamento de Pol\u00edcia Penal do Estado do Paran\u00e1 (Deppen), e realiza palestras volunt\u00e1rias sobre o sistema prisional, especialmente, para estudantes em escolas estaduais e municipais do Paran\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre a autora:<\/strong> Formada em Direito, especialista em Direito Penal e Processual Penal, trabalhou na Penitenci\u00e1ria Feminina do Paran\u00e1, a maior unidade feminina do Estado; na Penitenci\u00e1ria Estadual de Piraquara, que abriga os presos mais perigosos do estado. Fez parte da primeira turma do Grupo de Interven\u00e7\u00e3o Prisional do Departamento de Pol\u00edcia Penal do Paran\u00e1, o Setor de Opera\u00e7\u00f5es Especiais. Participou da cria\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o do Centro de Integra\u00e7\u00e3o Social &#8211; Unidade de Progress\u00e3o, refer\u00eancia em tratamento penal no pa\u00eds. Foi tamb\u00e9m vice-diretora da Penitenci\u00e1ria Feminina do Paran\u00e1 e trabalhou na Diretoria de Seguran\u00e7a Penitenci\u00e1ria. \u00c9 instrutora da Escola de Forma\u00e7\u00e3o e Aperfei\u00e7oamento, al\u00e9m de Vigil\u00e2ncia e Cust\u00f3dia, Abordagem Psicossocial da Viol\u00eancia e Gerenciamento\u00a0de\u00a0Crises.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Livro de policial penal Fabiana Polli traz hist\u00f3rias marcantes e aprisionamento da mente dos que trabalham no sistema Uma obra que se aprofunda nas complexidades do sistema prisional, n\u00e3o apenas sob a \u00f3tica f\u00edsica das celas, mas, principalmente, das &#8220;pris\u00f5es&#8221; que se instalam na mente de quem vive e trabalha no sistema prisional. 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