{"id":4328,"date":"2025-05-05T14:57:50","date_gmt":"2025-05-05T17:57:50","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=4328"},"modified":"2025-05-05T14:57:51","modified_gmt":"2025-05-05T17:57:51","slug":"diagnostico-precoce-evita-mortes-e-melhora-a-qualidade-de-vida-de-pacientes-com-doencas-cronicas-aprenda-a-identificar-os-sinais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=4328","title":{"rendered":"Diagn\u00f3stico precoce evita mortes e melhora a qualidade de vida de pacientes com doen\u00e7as cr\u00f4nicas; aprenda a identificar os sinais"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">Doen\u00e7as como diabetes e hipertens\u00e3o ainda lideram as causas de morte no Brasil. Buscar atendimento precoce e adotar h\u00e1bitos saud\u00e1veis faz a diferen\u00e7a<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), as doen\u00e7as cr\u00f4nicas como as cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de c\u00e2ncer, s\u00e3o respons\u00e1veis por cerca de 74% das mortes no mundo, al\u00e9m de serem um desafio para a sa\u00fade p\u00fablica. No Brasil, o cen\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 preocupante: mais da metade dos \u00f3bitos est\u00e1 ligada a essas condi\u00e7\u00f5es, sendo 40% de forma prematura, entre 30 e 69 anos, segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n<p>Apenas no Paran\u00e1, o diabetes ocupa a terceira posi\u00e7\u00e3o entre as causas de mortalidade prematura. A doen\u00e7a \u00e9 respons\u00e1vel, ainda, em m\u00e9dia, por mais de 2 milh\u00f5es de atendimentos individuais nas Unidades B\u00e1sicas de Sa\u00fade (UBS) por ano, afirma a Secretaria Estadual de Sa\u00fade. Caso semelhante \u00e9 o da hipertens\u00e3o arterial entre os paranaenses: em apenas seis meses, em 2024, foram mais de 2,4 milh\u00f5es de atendimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas esses n\u00fameros podem mudar com algumas medidas de cuidado e preven\u00e7\u00e3o. Em especial, quando se trata das mortes, avalia o m\u00e9dico Lu\u00eds Fernando Laskawski, cl\u00ednico geral do Pilar Hospital, em Curitiba. \u201cProcurar ajuda m\u00e9dica o quanto antes evita complica\u00e7\u00f5es. O cl\u00ednico geral \u00e9 o profissional capacitado para fazer a triagem inicial, investigar causas comuns e orientar os primeiros passos da avalia\u00e7\u00e3o\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sinais, sintomas e a import\u00e2ncia dos exames de rotina<br><\/strong>O m\u00e9dico alerta que tanto a hipertens\u00e3o como o diabetes tipo 2 podem ser doen\u00e7as silenciosas na maior parte do tempo. \u201cRaramente, um paciente com hipertens\u00e3o pode apresentar, inicialmente, dor de cabe\u00e7a, tontura, zumbido no ouvido ou vis\u00e3o turva. Mas geralmente isso ocorre em fases mais avan\u00e7adas\u201d, alerta. \u201cJ\u00e1 o diabetes tipo 2 pode se manifestar com sede excessiva, aumento da frequ\u00eancia urin\u00e1ria, fome exagerada, fadiga e perda de peso sem causa aparente\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Justamente em fun\u00e7\u00e3o da falta de sintomas nas fases iniciais, \u00e9 t\u00e3o importante estar em dia com os exames de rotina. \u201cO ideal \u00e9 que esses diagn\u00f3sticos aconte\u00e7am o quanto antes, de forma incidental, durante esses exames\u201d, pontua.<\/p>\n\n\n\n<p>Para o diagn\u00f3stico precoce da hipertens\u00e3o, Laskawski indica a aferi\u00e7\u00e3o regular da press\u00e3o arterial. No caso do diabetes, os exames laboratoriais podem mostrar a dosagem de glicemia em jejum, hemoglobina glicada e, em alguns casos, a toler\u00e2ncia \u00e0 glicose. \u201cAl\u00e9m disso, exames como perfil lip\u00eddico, fun\u00e7\u00e3o renal e avalia\u00e7\u00e3o do IMC ajudam na abordagem preventiva, pois esses fatores se relacionam com doen\u00e7as cardiovasculares\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Vida p\u00f3s-diagn\u00f3stico com cuidados e controles<br><\/strong>Os primeiros meses ap\u00f3s o diagn\u00f3stico s\u00e3o fundamentais, avalia a m\u00e9dica cardiologista Gabriela Romaniello, tamb\u00e9m do Pilar Hospital. \u201cIsso envolve ajustar a alimenta\u00e7\u00e3o, come\u00e7ar (ou intensificar) a pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica, entender o uso correto das medica\u00e7\u00f5es e monitorar os n\u00edveis de press\u00e3o arterial ou glicemia com frequ\u00eancia. \u00c9 um per\u00edodo de aprendizado e adapta\u00e7\u00e3o, em que o paciente deve entender bem sua condi\u00e7\u00e3o e o impacto das escolhas di\u00e1rias\u201d, explica.<\/p>\n\n\n\n<p>A cardiologista do Pilar refor\u00e7a que o paciente diagnosticado com uma doen\u00e7a cr\u00f4nica deve entender que os cuidados e adequa\u00e7\u00f5es \u00e0 rotina precisam ser consolidados e mantidos a longo prazo. \u201cO controle ideal vai depender da idade, da presen\u00e7a de outras doen\u00e7as e do risco cardiovascular individual\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em geral, isso significa manter a press\u00e3o arterial abaixo de 130&#215;80 mmHg e a glicemia dentro das metas estabelecidas pelo m\u00e9dico que realiza o acompanhamento. \u201cO mais importante \u00e9 ter metas realistas, individualizadas, e alcan\u00e7\u00e1veis com seguran\u00e7a. Nesse sentido, \u00e9 essencial acompanhamento regular com o seu m\u00e9dico para estabelecer e acompanhar as metas adequadas para voc\u00ea\u201d, aconselha.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mudan\u00e7as de estilo de vida s\u00e3o necess\u00e1rias<br><\/strong>Os dois especialistas s\u00e3o un\u00e2nimes em afirmar que o sedentarismo e a m\u00e1 alimenta\u00e7\u00e3o, rica em s\u00f3dio, a\u00e7\u00facares e ultraprocessados, s\u00e3o fatores que podem ajudar a desencadear ou piorar os quadros de doen\u00e7as cr\u00f4nicas. A boa not\u00edcia \u00e9 que os resultados aparecem quando as pessoas passam a fazer atividade f\u00edsica e mudar os h\u00e1bitos alimentares.<\/p>\n\n\n\n<p>Laskawski sugere tamb\u00e9m evitar tabagismo e limitar o consumo de \u00e1lcool, dormir bem e gerenciar o estresse. \u201cOs maus h\u00e1bitos, associados a altos n\u00edveis de estresse, geram uma inflama\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica de baixo grau no organismo, o que favorece o aparecimento de doen\u00e7as metab\u00f3licas e cardiovasculares\u201d, alerta.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cIsso \u00e9 parte essencial do tratamento. Muitas vezes, com um estilo de vida adequado, \u00e9 poss\u00edvel at\u00e9 reduzir a dose dos medicamentos ou, em alguns casos selecionados, suspender alguns deles com orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica\u201d, sugere Gabriela. \u201cTer uma doen\u00e7a cr\u00f4nica n\u00e3o significa viver com limita\u00e7\u00f5es. Com tratamento adequado, informa\u00e7\u00e3o e atitude, \u00e9 poss\u00edvel levar uma vida ativa, feliz e cheia de planos\u201d, finaliza.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sobre o Pilar Hospital<br><\/strong>Com mais de 60 anos de tradi\u00e7\u00e3o, o Pilar Hospital \u00e9 reconhecido como refer\u00eancia na integra\u00e7\u00e3o de tecnologia avan\u00e7ada e atendimento humanizado. Localizado no bairro Bom Retiro, em Curitiba, o hospital atende pacientes de todo o Paran\u00e1, oferecendo suporte essencial em 44 especialidades m\u00e9dicas. Sua estrutura robusta inclui mais de 120 leitos de enfermaria, 39 unidades de terapia intensiva e o Pilar Centro M\u00e9dico, que realiza at\u00e9 500 procedimentos cir\u00fargicos de baixa e m\u00e9dia complexidade por m\u00eas, consolidando seu papel na qualidade e acesso \u00e0 sa\u00fade para os paranaenses.<\/p>\n\n\n\n<p>Foto:&nbsp;Freepik<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7as como diabetes e hipertens\u00e3o ainda lideram as causas de morte no Brasil. 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