{"id":4254,"date":"2025-04-08T15:09:56","date_gmt":"2025-04-08T18:09:56","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=4254"},"modified":"2025-04-08T15:09:57","modified_gmt":"2025-04-08T18:09:57","slug":"abril-azul-diagnostico-tardio-e-desafio-a-mais-para-mulheres-com-transtorno-do-espectro-autista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=4254","title":{"rendered":"Abril Azul: diagn\u00f3stico tardio \u00e9 desafio a mais para mulheres com Transtorno do Espectro Autista"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">A falta de conhecimento sobre o autismo feminino pode prejudicar o bem-estar e a rotina, alerta a neurologista do Pilar Hospital, em Curitiba<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o Mapa Autismo Brasil, um ter\u00e7o das mulheres recebe o diagn\u00f3stico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ap\u00f3s os 20 anos de idade. A mesma pesquisa, conduzida totalmente online pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), indica que o diagn\u00f3stico tardio acontece com apenas 9% dos homens. J\u00e1 o diagn\u00f3stico precoce, entre os 0 e 4 anos, ocorre em 61,6% entre os homens, e apenas em 37,2% das mulheres.<\/p>\n\n\n\n<p>Esses resultados, de formul\u00e1rios respondidos por pacientes ou seus cuidadores, devem estar no centro das discuss\u00f5es neste Abril Azul, m\u00eas dedicado \u00e0 campanha de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a condi\u00e7\u00e3o, que atinge cerca de 2 milh\u00f5es de pessoas no Brasil, de acordo com a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). Para a Dra Ana Paula Gomes, neurologista do Pilar Hospital, em Curitiba, o TEA pode ser subdiagnosticado no caso das mulheres em raz\u00e3o de uma s\u00e9rie de fatores, por isso merece o dobro da aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAlguns comportamentos ligados ao transtorno s\u00e3o mais socialmente aceit\u00e1veis quando partem do sexo feminino, como por exemplo, os interesses mais restritos ou uma certa timidez, o que ajuda a camuflar alguns sintomas\u201d, exemplifica. \u201cPor isso, pais, fam\u00edlias e escolas devem estar mais atentos \u00e0s meninas\u201d, completa.<\/p>\n\n\n\n<p>Outros sintomas comuns incluem a dificuldade em se relacionar com os outros, de iniciar ou manter uma conversa, de compreender ironias e met\u00e1foras, e baixa toler\u00e2ncia a barulhos e ambientes agitados. O TEA caracterizado por um dist\u00farbio do neurodesenvolvimento, em que o indiv\u00edduo n\u00e3o progride ou se desenvolve de forma t\u00edpica, explica a especialista, que est\u00e1 na fase final da sua p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em TEA e TDAH pela PUC de Campinas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Sa\u00fade mental em risco<br><\/strong>Esse diagn\u00f3stico tardio pode ter impacto significativo na sa\u00fade mental das mulheres, alerta a m\u00e9dica, com o risco de agravamento de quadros de ansiedade, depress\u00e3o, dist\u00farbios alimentares ou de autoimagem. \u201cN\u00e3o saber o que pode estar acontecendo, enquanto rela\u00e7\u00f5es pessoas e profissionais podem estar em risco em fun\u00e7\u00e3o de comportamentos considerados fora do normal, impacta o dia a dia dessas mulheres\u201d, reconhece.<\/p>\n\n\n\n<p>Para mulheres que estejam em d\u00favida sobre estarem ou n\u00e3o dentro das condi\u00e7\u00f5es do TEA, a Dra Ana Paula sugere a busca por um profissional especializado &#8211; neurologista ou psiquiatra &#8211; para que as demandas e queixas sejam acolhidas. S\u00e3o eles que podem fazer o diagn\u00f3stico mais preciso e oferecer o suporte adequado, que vai incluir o apoio psicossocial e terapias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Mais conhecimento e acolhimento<br><\/strong>N\u00e3o apenas para melhorar a qualidade de vida das mulheres diagnosticadas tardiamente, mas de todos os pacientes que est\u00e3o dentro do espectro, a m\u00e9dica defende que a sociedade em geral precisa ter mais conhecimento sobre o assunto. \u201cS\u00f3 assim teremos a inclus\u00e3o de fato. Com interven\u00e7\u00f5es mais r\u00e1pidas, diagn\u00f3stico precoce, apoio psicossocial, educacional e o acesso aos demais direitos garantidos por lei\u201d, salienta.<\/p>\n\n\n\n<p>Imagem:&nbsp;Freepik<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A falta de conhecimento sobre o autismo feminino pode prejudicar o bem-estar e a rotina, alerta a neurologista do Pilar Hospital, em Curitiba De acordo com o Mapa Autismo Brasil, um ter\u00e7o das mulheres recebe o diagn\u00f3stico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ap\u00f3s os 20 anos de idade. 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