{"id":3867,"date":"2024-12-16T14:26:27","date_gmt":"2024-12-16T17:26:27","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=3867"},"modified":"2024-12-16T14:26:27","modified_gmt":"2024-12-16T17:26:27","slug":"conheca-a-historia-por-tras-das-tradicoes-de-fim-de-ano-segundo-o-candomble","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=3867","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a hist\u00f3ria por tr\u00e1s das tradi\u00e7\u00f5es de fim de ano, segundo o Candombl\u00e9"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">Baba Thales explica como costumes populares de fim de ano, como vestir branco e oferendas ao mar, t\u00eam ra\u00edzes no Candombl\u00e9 e refor\u00e7am a import\u00e2ncia da ancestralidade brasileira<\/p>\n\n\n\n<p>As celebra\u00e7\u00f5es de Ano Novo no Brasil s\u00e3o marcadas por costumes que refletem a diversidade cultural e religiosa do pa\u00eds. Entre as tradi\u00e7\u00f5es mais populares, como vestir branco, pular sete ondas e fazer oferendas ao mar, muitas t\u00eam origem no Candombl\u00e9, religi\u00e3o de matriz africana que carrega hist\u00f3rias e rituais transmitidos por gera\u00e7\u00f5es. Baba Thales, sacerdote do Candombl\u00e9, destaca como essas pr\u00e1ticas, muitas vezes incorporadas sem conhecimento de sua origem, refor\u00e7am a conex\u00e3o com a ancestralidade africana.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cVestir branco no Ano Novo, por exemplo, \u00e9 um gesto de paz e purifica\u00e7\u00e3o, algo que vem das tradi\u00e7\u00f5es do Candombl\u00e9. A cor est\u00e1 ligada a Oxal\u00e1, orix\u00e1 associado \u00e0 serenidade e ao equil\u00edbrio. \u00c9 um momento de renovar energias e buscar harmonia para o pr\u00f3ximo ciclo\u201d, explica Baba Thales.<\/p>\n\n\n\n<p>Ele tamb\u00e9m aponta que as oferendas ao mar, comuns em cidades litor\u00e2neas, t\u00eam liga\u00e7\u00e3o direta com os rituais dedicados a Iemanj\u00e1, orix\u00e1 das \u00e1guas e da maternidade. \u201cQuando algu\u00e9m entrega flores, espelhos ou perfumes ao mar, est\u00e1, muitas vezes sem saber, reverenciando Iemanj\u00e1. Esses atos traduzem a f\u00e9 e a gratid\u00e3o, elementos centrais na espiritualidade do Candombl\u00e9\u201d, acrescenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, Baba Thales ressalta como o costume de pular sete ondas reflete o respeito e a conex\u00e3o com a natureza, um dos pilares das religi\u00f5es de matriz africana. \u201cA cada onda que voc\u00ea pula, est\u00e1 pedindo for\u00e7a e prote\u00e7\u00e3o para enfrentar os desafios do ano que chega. Essa intera\u00e7\u00e3o com a natureza \u00e9 uma pr\u00e1tica de f\u00e9 e reconhecimento do poder dos elementos naturais\u201d, diz ele.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o sacerdote, \u00e9 importante que as pessoas conhe\u00e7am e valorizem as ra\u00edzes dessas tradi\u00e7\u00f5es, muitas vezes invisibilizadas pelo preconceito religioso. \u201cCelebrar o Ano Novo com essas pr\u00e1ticas \u00e9, de certa forma, honrar a ancestralidade africana que construiu a base de muitos costumes brasileiros. Reconhecer isso \u00e9 um passo importante para combater a intoler\u00e2ncia religiosa e valorizar a riqueza cultural do Brasil\u201d, conclui Baba Thales.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao iluminar a origem das tradi\u00e7\u00f5es de Ano Novo, Baba Thales convida as pessoas a refletirem sobre a for\u00e7a da ancestralidade que permeia os rituais do cotidiano e a import\u00e2ncia de preserv\u00e1-los com respeito&nbsp;e&nbsp;conhecimento.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Baba Thales explica como costumes populares de fim de ano, como vestir branco e oferendas ao mar, t\u00eam ra\u00edzes no Candombl\u00e9 e refor\u00e7am a import\u00e2ncia da ancestralidade brasileira As celebra\u00e7\u00f5es de Ano Novo no Brasil s\u00e3o marcadas por costumes que refletem a diversidade cultural e religiosa do pa\u00eds. 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