{"id":2108,"date":"2024-02-06T15:49:39","date_gmt":"2024-02-06T18:49:39","guid":{"rendered":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=2108"},"modified":"2024-02-06T15:49:39","modified_gmt":"2024-02-06T18:49:39","slug":"planos-de-saude-passam-a-eliminar-possibilidade-de-exames-basicos-em-clinicas-da-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/diarioparanaense.com\/?p=2108","title":{"rendered":"Planos de sa\u00fade passam a eliminar possibilidade de exames b\u00e1sicos em cl\u00ednicas da Bahia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-medium-font-size\">S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro enfrentam mesmo movimento de planos do Bradesco, SulAm\u00e9rica, Amil e outros<\/p>\n\n\n\n<p>Pacientes de Salvador est\u00e3o relatando que, com o p\u00f3s-pandemia, grandes planos de sa\u00fade nacionais, como Bradesco, SulAm\u00e9rica e Amil, t\u00eam passado por uma transforma\u00e7\u00e3o significativa no modo como lidam com exames m\u00e9dicos. Apesar das reclama\u00e7\u00f5es apresentadas, a popularidade dos planos de sa\u00fade mant\u00e9m-se elevada no Brasil, e na Bahia, em particular. No ano de 2023, o estado registrou uma ades\u00e3o expressiva, contabilizando aproximadamente 1.683.159 benefici\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA din\u00e2mica de pagar mais e usar menos que predominava no per\u00edodo anterior ao Covid-19 foi abalada em 2022 e 2023, quando os indiv\u00edduos voltaram a procurar exames de rotina ou acompanhamentos mais constantes para lidar com as consequ\u00eancias pand\u00eamicas\u201d, explica a especialista Karina Santos, que intermedia fechamentos com os planos. \u201cEssa mudan\u00e7a parece estar penalizando as cl\u00ednicas, particularmente na Bahia, onde diversas est\u00e3o sendo descredenciadas para a realiza\u00e7\u00e3o de exames\u201d, conclui a profissional.<\/p>\n\n\n\n<p>Riviane Rosales, 47 anos, tentou o exame de ultrassonografia em uma cl\u00ednica baiana que preferiu n\u00e3o se pronunciar, e teve a solicita\u00e7\u00e3o barrada pelo plano de sa\u00fade. \u201cForam cortados exames de ultrassonografia, checagens vasculares e outros processos que s\u00e3o t\u00e3o b\u00e1sicos para diagn\u00f3sticos eficientes. Um absurdo\u201d, desabafa. A paciente relata, ainda, que quando tenta ligar para fazer a queixa, enfrenta burocracias. \u201cEles jogam de uma pessoa para outra na liga\u00e7\u00e3o, e o paciente acaba desistindo\u201d, exclama.<\/p>\n\n\n\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se assemelha em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro. Segundo informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar, respons\u00e1vel pela fiscaliza\u00e7\u00e3o dos planos de sa\u00fade, os registros de reclama\u00e7\u00f5es apresentaram um aumento significativo nos \u00faltimos anos. Em 2020, foram documentadas mais de 12 mil queixas, n\u00famero que cresceu para quase 16 mil em 2021 e ultrapassou os 25 mil em 2022. A tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o persistiu em 2023, alcan\u00e7ando mais de 13 mil reclama\u00e7\u00f5es at\u00e9 o m\u00eas de maio.<\/p>\n\n\n\n<p>O desmarque frequente de exames no sistema de sa\u00fade tem gerado cr\u00edticas de pacientes, que enfrentam dificuldades para reagendar e falta de suporte adequado. A soteropolitana Reidma Lima expressou sua indigna\u00e7\u00e3o, afirmando: &#8220;\u00c9 inaceit\u00e1vel a forma como estamos sendo tratados. Marcamos nossos exames com anteced\u00eancia, e eles s\u00e3o desmarcados sem aviso pr\u00e9vio. Quando tentamos buscar ajuda, a resposta \u00e9 evasiva e pouco esclarecedora. Estamos lidando com nossa sa\u00fade aqui, e merecemos mais respeito e considera\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p><strong> Valores exorbitantes e cortes de supet\u00e3o na capital:<br><\/strong>O impacto di\u00e1rio \u00e9 sentido n\u00e3o apenas pelos pacientes, mas tamb\u00e9m pelas cl\u00ednicas que investiram em atualiza\u00e7\u00f5es com novos equipamentos. \u201cA cl\u00ednica na qual vou est\u00e1 cheia de novos aparelhos, sempre se atualizando, e n\u00e3o vai poder utiliz\u00e1-los. Est\u00e3o vendo exames essenciais serem cortados dos procedimentos cobertos pelos planos. O mais triste \u00e9 que m\u00e9dicos est\u00e3o saindo dessas cl\u00ednicas por conta disso e isso afeta a sa\u00fade dos brasileiros\u201d, exclama Eduarda Figueiredo, 79 anos, uma das baianas afetadas pela mudan\u00e7a nas pol\u00edticas dos planos.<\/p>\n\n\n\n<p>Eduarda conta que faria o tem o plano do Bradesco desde 1995, e est\u00e1 pagando um plano individual de R$ 4.744,00, conseguindo arcar com o valor apenas por conta da aposentadoria. \u201cParece que a cada ano, as despesas s\u00f3 aumentam, e est\u00e1 dif\u00edcil manter esse compromisso. Isso \u00e9 extremamente frustrante e desapontador. Estou pagando por anos, confiando na seguran\u00e7a do meu plano, e de repente, me vejo sem essa cobertura essencial\u201d, exibe Eduarda.<\/p>\n\n\n\n<p>As queixas de clientes de planos de sa\u00fade por descredenciamento de m\u00e9dicos, laborat\u00f3rios e cl\u00ednicas envolvem desde tratamentos de c\u00e2ncer at\u00e9 exames de sangue. &#8220;Al\u00e9m dos problemas f\u00edsicos, precisamos lidar com a instabilidade nos agendamentos e isso afeta minha rotina di\u00e1ria. A preocupa\u00e7\u00e3o constante com os cancelamentos mexe com minha cabe\u00e7a, e isso n\u00e3o \u00e9 nada f\u00e1cil. A organiza\u00e7\u00e3o da vida fica comprometida, e o peso emocional \u00e9 enorme. Sem falar que a interrup\u00e7\u00e3o dos cuidados m\u00e9dicos regulares pode trazer complica\u00e7\u00f5es adicionais, aumentando os riscos&#8221;, finaliza Riviane.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autora do Texto: Rita Margareth &#8211; Farmac\u00eautica e cliente Plano\u00a0Sul\u00a0Am\u00e9rica.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro enfrentam mesmo movimento de planos do Bradesco, SulAm\u00e9rica, Amil e outros Pacientes de Salvador est\u00e3o relatando que, com o p\u00f3s-pandemia, grandes planos de sa\u00fade nacionais, como Bradesco, SulAm\u00e9rica e Amil, t\u00eam passado por uma transforma\u00e7\u00e3o significativa no modo como lidam com exames m\u00e9dicos. 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